segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


Ponha fim na cultura do medo
É preciso tirar a vontade de mudança do papel
Apesar de inúmeras pesquisas comprovarem que manter equipes motivadas e pessoas felizes no trabalho é muito importante para as organizações, ainda existem aquelas que apostam na estratégia contrária: promover a cultura do medo. Elas imaginam que funcionários intimidados podem ser controlados e são mais produtivos. Atualmente, existem técnicas muito positivas para minimizar a Cultura do Medo.

As técnicas são diversas, mas elas nada resolverão se a ‘cabeça’ da organização não mudar e acreditar realmente que bons relacionamentos e felicidade podem trazer inúmeros benefícios. “A empresa precisa realmente querer que seus funcionários participem ativamente da gestão. E isso precisa vir da alta direção.

Para isso, um bom começo é trabalhar fortemente os valores, missão e visão”, explica Rosa Almeida, ombudsman do Grupo Tejofran e coordenadora de comunicação e eventos na Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman – São Paulo.

E é claro também que é preciso tirar essa vontade de mudança do papel. E o RH, a Comunicação e a Ouvidoria Interna (ou Ombudsman) são peças fundamentais para auxiliar na diminuição da cultura do medo. “Tanto o RH como o Ouvidor devem sempre abortar ações que possam gerar medo, e devem treinar melhor os administradores, gerentes, supervisores e chefias, para que façam seu trabalho e orientem os funcionários sem essa tentativa de colocar o ‘machado em posição de degola’”, explica Edson Lobo, jornalista com formação em Administração de Marketing e especialista em Comunicação Integrada. Além disso, é fundamental que a comunicação seja eficiente, para todos e acima de tudo transparente.

Para o jornalista, a Comunicação tem que criar ações e materiais que valorizem os bons funcionários, que mostrem caminhos para a resolução de problemas. Também neste sentido de minimizar a cultura do medo, a Ouvidoria Interna pode ser considerada uma excelente ferramenta. Com o papel de ouvir queixas e reclamações e, em menor quantidade, elogios dos funcionários, esta área, quando utilizada estrategicamente dentro das empresas traz resultados bastante positivos. “Quando a ouvidoria já está enraizada, ela pode identificar pontos que estejam em desalinhamento com os objetivos, valores e missão da empresa e, com isso, possibilitar o realinhamento das estratégias. Ela também pode coibir abusos de liderança, promover melhoria em processos, e aprimorar as relações e condições de trabalho” , enumera Rosa.

Ela explica ainda que, por respeitar a individualidade do ser humano, este trabalho facilita o diálogo interno, administra conflitos entre as pessoas e até mesmo entre áreas, o que acaba refletindo no clima organizacional. “Evita, inclusive, problemas maiores como ações trabalhistas, incluindo processos de assédio moral”, ressalta a ombudsman. A profissional explica que é necessário muito trabalho até que esses resultados sejam alcançados. A principal dificuldade, é fazer com que as pessoas que até pouco tempo estavam acostumadas com a cultura do medo, passem a confiar em algo instituído pela empresa. Em 2001, quando a ouvidoria interna foi implementada, as pessoas não entravam em contato porque tinham medo de sofrer represálias. “Nos dois primeiros anos, somente a metade dos funcionários se identificavam ao ligar para fazer uma queixa. Hoje, a quantidade de pessoas que não se escondem chega a 90%. É uma relação de confiança.” De posse das informações geradas pelas consultas, Rosa explica que ações de melhoria são propostas para os executivos da empresa, o que ressalta o papel estratégico que a Ouvidoria ganhou dentro da Tejofran.

Para Edson, a ouvidoria tem o papel fundamental de dar o apoio necessário para que o RH e a Comunicação desenvolvam as ações com os funcionários. “É a Ouvidoria que sabe os segredos e pode orientar mais objetivamente quais devem ser as propostas”, explica. Dessa forma, Rosa complementa que cada caso deve ser analisado individualmente. “Ao mesmo tempo que o problema é único, o ouvidor deve ter uma grande visão sistêmica e perceber o que é um problema pessoal e o que é profissional”. Para isso, ele tem que ter uma grande maturidade para se distanciar do problema para poder tentar resolvê-lo. “Assim como é muito difícil que as pessoas consigam resolver alguns de seus problemas, já que estão vivendo o problema, também é muito complexo para as empresas solucionar suas questões internas. Se nós seres humanos somos imperfeitos, o que dirá de empresas, que na verdade, são um monte de pessoas reunidas”, explica Rosa, psicóloga de formação, que se define como apaixonada pelo comportamento humano. Como já mencionamos alguns dos benefícios proporcionados pela ausência da cultura do medo, é fundamental apontar os prejuízos. Como este tipo de gestão inibe os colaboradores, um dos principais impactos, além da desmotivação, incide sobre a criatividade. “A gestão pelo medo limita demais os profissionais e faz com que a necessidade de ‘produzir’ traga produtos, serviços ou ações que nem sempre serão úteis”, explica Edson.
Para o comunicador, uma empresa democrática aceita sugestões espontâneas, ouve funcionários, aceita mais claramente a realidade, e, com isso, pode ter projetos mais interessantes, mais realistas e produtivos. Inibir a criatividade é uma conseqüência desse tipo de gestão. Essa também é a opinião da Telma Rodrigues, diretora de RH do Magazine Luiza, que concedeu recentemente uma entrevista para o Jornal Carreira & Sucesso. Nessa entrevista, ela disse que um de seus objetivos é extinguir da empresa a cultura do medo. “O profissional que fica com medo é tímido, acanhado, só segue ordem, não é inovador, não é empreendedor. E se você quer criatividade e inovação, você tem de ter profissionais libertos. Também por isso criamos tantos canais de comunicação, que ajudam a valorização da identidade e no alinhamento ao negócio”.

Para Telma, o gestor deve ouvir e promover a gestão compartilhada. “O líder que não escuta é muito vaidoso e egocêntrico. Além disso, é fundamental fazer com que as pessoas que estão a sua volta se sintam responsáveis pelo sucesso e pelo fracasso. Então, na minha opinião, um bom gestor é aquele que tem um ouvido refinado, que tem uma gestão participativa, que não tem medo de dar passos e que tem velocidade para fazer acontecer”. Na situação contrária, em geral, um gestor que aplica a pressão do medo às vezes tem uma chefia que faz o mesmo com ele. “Ou é incompetente para o cargo e se mantém pelo terrorismo que faz”, opina Edson. E qual a razão para uma empresa ainda manter ativa a cultura do medo? Para Edson, a globalização reduziu pessoas e criou uma paranóia onde o medo de perder o emprego predomina. “Na realidade o maior medo é perder o salário. Infelizmente, essas empresas não querem encarar a realidade que liberdade dá mais trabalho, mas também pode dar mais lucro. Infelizmente ainda existe uma cultura de ‘ter a empresa na mão’ baseada no medo e acreditar que funcionários só querem empurrar o trabalho com a barriga.”

daniel limas
estilo & gestão - catho on line

Ótimos livros para vc!
Confira algumas dicas de leitura

Responsabilidade Social Empresarial e Empresa Sustentável
Jose Carlos Barbieri e Jorge Emanuel Reis Cajazeira
Editora Saraiva R$ 44,00

Traz informações sobre o conceito da responsabilidade social empresarial e ferramentas que permitem planejar, implementar e avaliar a gestão socialmente responsável. Apresenta a complexidade da responsabilidade social sem cair na superficialidade, abordando temas como ética e desenvolvimento sustentável. Além de aplicações práticas e instrumentos gerenciais. Os autores conseguiram comunicar toda a riqueza que o verdadeiro entendimento do conceito de responsabilidade social requer, tanto na profundidade quanto na abrangência.

A cabeça de Steve Jobs
Leander Kahney
Editora Agir R$ 34,90

A cabeça de Steve Jobs reúne as lições empresariais desse inovador visionário e revela os segredos de seu sucesso. Considerado um líder notável nas indústrias da tecnologia de informação e do entretenimento, Jobs é também dono de um temperamento difícil: seus épicos acessos de raiva já se tornaram lenda. O jornalista e escritor Leander Kahney, que há anos acompanha de perto a carreira do empresário, nos mostra aqui o homem por trás da figura cultuada: um fascinante poço de contradições.

O Deus de Barack Obama
Stephen Mansfield
Editora Thomas Nelson Brasil R$ 34,90

O livro conta a história religiosa do democrata e lembra que Obama é o primeiro presidente dos Estados Unidos não criado em um lar cristão. Episódios curiosos a respeito da biografia de Obama também estão presentes.
alexandre araujo

Rh pode ter de trabalhar com orçamento apertado em 2009
Números revelam comportamento cauteloso

Enquanto 59% das empresas da América Latina pretendem manter o mesmo orçamento destinado à área de Recursos Humanos nos próximos 12 meses, outras 35% afirmaram que irão reduzi-lo em 15%, em média. Apenas 6% querem aumentar o montante em uma média de 12,7%.

Os dados integram uma pesquisa da Watson Wyatt realizada com 245 executivos de Recursos Humanos que atuam em países da América Latina e intitulada "Efeitos da Economia sobre Programas de RH".

Crise no mundo
A redução ou mesmo o não-aumento do orçamento das empresas destinado ao Recursos Humanos se deve à crise mundial.
Cautelosas, a maioria das empresas estão optando por reduzir gastos. E o quadro não se limita à América Latina.

Pesquisa realizada em outubro nos Estados Unidos, com 248 empresas, revelou que 19% delas já haviam demitido funcionários; 26% esperavam fazer o mesmo nos 12 meses seguintes; 30% tinham congelado contratações e outras 25% pretendiam congelar em até um ano.

Retenção de talentos

Apesar da redução dos gastos com Recursos Humanos, na América Latina, 41% das empresas afirmaram que devem tomar alguma medida para reter talentos, por meio de ações voltadas para planos de carreira e desenvolvimento, aumentos salariais, programas de mérito, e revisão e melhor comunicação do pacote de remuneração.
Por fim, a pesquisa revelou ainda que, apesar das incertezas, 58% dos participantes acreditam que não aumentará a oferta de mão-de-obra no mercado, embora 73% admitam que a crise afetará os reajustes salariais.

do site cartaderh.com.br

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Crise e Comunicação
Mais um blog sobre o papel da comunicação

A LVBA Interativa, unidade da LVBA Comunicação dedicada a projetos de web 2.0, lançou o blog Crise & Comunicação, um espaço que reúne artigos, cases e outras informações sobre o tema, além de indicações de livros e diversas dicas.

A idéia é de que seja um espaço democrático e de reflexão, com o objetivo de, mais do que buscar respostas, levantar questionamentos sobre o papel da comunicação nos processos de crise.

O blog conta com a contribuição de um grupo diversificado de profissionais como Viviane Mansi, Eduardo Ribeiro, Paulo Nassar e Olga Curado, entre outros profissionais renomados, trazendo pontos de vista distintos e opiniões contundentes sobre esse tema.

Bruno Carramenha, para o blog comunicacaocomfuncionario.blogspot.com




E agora, o que vc vai fazer?
O próximo a ser cortado pode ser você? !

Tenho notado (às vezes em tom de brincadeira) uma mudança de semblante no pessoal de comunicação interna nessa volta ao trabalho.
A explicação é simples e matemática. Se minha empresa cortou projetos, paralisou ações e parece que não vai mudar muita coisa, o próximo a ser cortado serei eu!

Meu cálculo porém é um pouco diferente. Acho que nas próximas semanas os gestores começarão a notar mais fortemente os estragos causados pela falta de continuidade em suas comunicações. Aí é hora de correr atrás e tentar reverter o quadro.

Nesse momento o que irá valer é a competencia e até a audácia de quem está na área. É chegada a hora de mostar a importância da comunicação interna e convencer até os mais céticos, de que sem ela, os principais fundamentos da empresa não serão mantidos.

Ficar por trás da mesa reclamando que não há verba e que "o chefe não quer nem conversa" é o caminho mais fácil em direção à porta da rua.

Dia 23 (em plena chegada do Natal), tive uma reunião com o gerente de RH de uma grande empresa automotiva. Ele me chamou para acertar o retorno de um jornal interno sobre qualidade e gestão de pessoas que estava parado há meses.

Conversei com ele mais de uma hora e fiquei surpreso com sua percepção de que agora é o momento de intensificar os elos de comunicação com seus funcionários como forma de garantir a união e o foco.

Entre muitas, ele me disse uma frase impactante: "Um funcionário demitido deixa marcas que podem ser fatais para o ambiente que tentamos construir e consideramos ideais em uma empresa".

alexandre araujo



Pisada na bola!
Pequenos detalhes irão fazer muita diferença na comunicação corporativa


Aproveitei as últimas semanas para (além de descansar um pouco), manter alguns contatos com os diversos profissionais que conheço. Além do tradicional desejo de um ano repleto de felicidades, conversei informalmente sobre o que estava acontecendo em termos de comunicação e endomarketing.

Legal falar assim, as pessoas ficam mais abertas e passam o que vem do coração, sem um discurso pronto.

O resumo é que a grande pisada na bola foi a atitude de várias empresas em simplesmente parar tudo, literalmente!

Todos sabemos o momento delicado e incerto que vivemos, mas para a comunicação o buraco é mais embaixo.

Comunicação interna é feita de confiança. E conquistar a confiança é algo que demanda tempo e dedicação. É difícil de conquistar e extremamente fácil de se perder.

A maior das pisadas talvez tenha sido cancelar a tradicional festa de final de ano ( e olha que teve muito cancelamento).

Não que o pessoal estivesse querendo festejar a qualquer preço, passando por cima do dificil momento que muitas empresas estão enfrentando. É que o discurso de todo gestor sempre é: "todos são muito importantes e fazem parte dessa companhia". Mas, na prática o pessoal nota, em momentos como esse, que a coisa não é bem assim.

Um bate-papo com um funcionário do chão-de-fábrica de uma dessas empresas sintetiza bem onde quero chegar. "O que esperávamos é que o diretor chegasse até nós e contasse um pouco da verdade. Dissesse que a coisa está feia e que continua precisando da gente. Se ele fizesse isso, nós até rachariamos a conta de um churrasquinho aqui na quadra do Grêmio e ficariamos felizes".
alexandre araujo



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


Novos tempos
Pessoal, o tempo de descanso (quase!) passou. Agora é hora de entrar no ritmo de trabalho e buscar fazer a nossa parte para reverter as expectativas nada boas para maioria.

Estamos de volta e prometemos ir entrando no ritmo! Feliz 2009!

Todos Nós