A geração "game over"
Os jovens que estão chegando ao mercado de trabalho e cresceram jogando vídeo games desenvolveram habilidades importantes para as empresas como foco na resolução de problemas e facilidade de compartilhamento de informações.
Mas, segundo Andréa Huggard-Caine, consultora em gestão de pessoas e palestrante do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas - CONARH 2009 -, essa juventude necessita de uma razão clara para trabalhar e traz como aspecto negativo um certo perfil "game over", ou seja, a capacidade de sacrificar as conquistas com facilidade por acreditar que sempre é possível recomeçar de um modo melhor.
"É comum observarmos esses jovens profissionais lidando mal com a frustração e cedendo facilmente à prática do "game over", ou seja, desistir de tudo para recomeçar novamente em algum outro lugar ou momento. Isso gera muitos complicadores para as empresas, onde nem sempre é possível mudar as coisas com a rapidez que essa geração gostaria".
Para a consultora, outra característica dessa geração é o fato de que ela troca informações com muita facilidade, o que pode levar, em algumas situações, ao vazamento de informação confidencial das empresas.
Por um lado, cada vez mais as empresas trabalham em um ambiente aberto de informações e para isto é preciso comunicar constantemente aos seus empregados o que é informação pública e o que é informação protegida.
As empresas não devem assumir que todos conhecem esta diferença ou que basta falar sobre isto apenas no momento de integrar o empregado. Este deve ser um fórum contínuo de discussão.
Esta geração precisa de contexto para se motivar a trabalhar. Assim como nos vídeos games eles vivenciam uma história, eles precisam de que as coisas no trabalho sejam contextualizadas, explicadas e não simplesmente impostas. Eles precisam entender as razões pelas quais estão fazendo isto ou aquilo, assim como as razões pelas quais não podem fazer outras coisas. Sem contexto específico o trabalho não sai.
alexandre araujo araujo@agenciapontual.com.br
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