sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Esfriando a cabeça

Todo mundo está mesmo é querendo esfriar a cabeça e se desligar um pouco.
Por isso vamos dar um tempo nesse blog, até o dia 6 ou 7 de janeiro, para um merecido descanso.
Minha sugestão é para que vc também faça o mesmo e aproveite. Boas Festas!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Muito mais do que um bacalhau
Após denuncia, empresa sofreu horrores por não ter uma comunicação eficaz

A Coselli, de Ribeirão Preto, no interior paulista, já foi um exemplo de eficiência no ramo de distribuição de alimentos. Chegou a ganhar diversos prêmios por seu desempenho.

Mas, em 2000, sofreu uma acusação de estar vendendo bacalhau estragado.

Sem uma comunicação interna e externa competente, sofreu nas mãos da mídia e da opinião pública e quase foi à falência.

Encontrei no link indicado a seguir um estudo assinado por Murilo Silva Pinheiro, Márcio Gomes Machado e Fernando Oliveira da Silva para a FAE – Faculdade de Administração e Economia – sobre o caso.

É um levantamento muito interessante sobre administração de crise e imagem corporativa. Vale a pena conferir.

http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/revista_da_fae/rev_fae_v8_n1/rev_fae_v8_n1_02.pdf


alexandre araújo
araújo@agenciapontual.com.br
Comunicação interna: alinhando o negócio
Artigo de Letícia Fagundes, do portal Catho Online, com Viviane Mansi da Merck Sharp & Dohme

Fala-se muito da importância de uma comunicação eficiente e estratégica dentro das empresas. Mas as corporações já sabem um bom caminho para praticar essa comunicação de um modo totalmente alinhado ao negócio?

Viviane Mansi trabalha há 11 anos na área e identifica um boom na demanda por profissionais que saibam exercer este papel, mas afirma que ainda há muito espaço para crescer. "A maior parte das empresas já incorporou que a comunicação interna ajuda o funcionário a ser mais produtivo, mais feliz e a vender mais o negócio. Mas eu acho que ainda um número menor de empresas resolveu criar uma área específica para isso."

O porquê dessa expansão também é fácil de explicar: "Antigamente o funcionário tinha uma certa lealdade à empresa e mais estabilidade. Agora essa empresa vê uma massa de pessoas entrando e saindo. São pessoas diferentes, têm preocupações diferentes, perspectivas diferentes. Então, a empresa deve ter um trato de informação também diferenciado para essa nova geração.", continua ela.

Gerente de Comunicação Corporativa da Merck Sharp & Dohme e professora de Comunicação Interna na Faculdade Cásper Líbero, destaca as novas necessidades nesse sentido:

Maior transparência

Compartilhar as estratégias

Envolver os funcionários em todas as questões corporativas

Ela, que se diz apaixonada pelo tema e até criou dois blogs relacionados ao assunto - Comunicação com o Funcionário e Public Affairs - continua: "Eu trabalho em uma empresa onde todo trabalho de Comunicação Interna está ligado a uma outra questão que é ajudar a empresa a ser mais bem sucedida. Os veículos são o meio. Nosso foco é a mensagem. O quanto a gente consegue, via uma comunicação eficiente, ajudar um funcionário a entender melhor o negócio, a perspectiva da empresa, o quanto ele se enxerga nesse mapa de estratégias."

Para conseguir tudo isso, é necessário, claro, uma parceria enorme entre Comunicação, RH e Diretoria, tendo nesse relacionamento alguns pilares: "Confiança, transparência e credibilidade. Esses três fatores não se dissociam quando falamos em Comunicação Interna. Quanto menos você confia nas pessoas, menos transparente você é, e menos credibilidade você tem. Quanto mais você infantiliza uma relação, mais ela será infantilizada.", conclui Viviane.

alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E por falar em sinais
Você tem que brigar, ainda mais...

E por falar em sinais, 2009 começa com um desafio maior para as áreas de Comunicação Interna. É preciso brigar ainda mais para fazer os gestores (principalmente aqueles mais preocupados em cortar custos) entenderem a real importância do endomarketing em momentos de crise.

Era difícil. Agora vai ser mais!

Porém, para quem quer realmente se destacar e fazer um trabalho sério, a hora é essa. Aliás, quem achar melhor se esconder está correndo um sério risco.



alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br
A importância dos sinais
Fazer o que não se diz, ou dizer o que não se faz, é perigoso.

Um dos atributos do ser humano é a percepção. Vivemos buscando os mínimos sinais que nos indiquem um próximo passo, uma situação provável e muitas vezes, simplesmente, a verdade. Isso faz parte da nossa vida pessoal e profissional.

Um discurso muito bonito comum a qualquer gestor (e olha que discursos bonitos não faltam!) é que sua empresa está identificada com seus funcionários. Essa identificação, em resumo, quer dizer transparência e sinergia.

Aí entram os profissionais de RH e Comunicação Interna, tentando passar sinais que indiquem o que a corporação deseja e, principalmente, pensa sobre cada pessoa que a compõe.

É um esforço ininterrupto através de publicações e campanhas sempre com o tema subliminar "você é importante para nós".

Algumas empresas estã conseguindo sucesso nessa empreitada. Com maior ou menor estrutura, muitas delas têm feito a lição de casa e realizado um trabalho sólido de endomarketing. E olha que o esforço é sempre grande porque, em geral, as verbas para a área são pequenas.

Acontece que, nesses tempos de crise, onde parece que o mundo vai desabar, temos notado uma avalanche de sinais negativos que, simplesmente, estão pulverizando trabalhos importantíssimos na área de relacionamento humano.

Justamente agora que os gestores deveriam reforçar sua comunicação, valorizando a importância de seus funcionários, tomam o caminho contrário, sinalizando que na verdade não querem sequer informar o mínimo.

O que pode parecer a um empregado o fato de se cancelar a tradicional festa de confraternização ou aquele jornal interno que circulava mensalmente? Falta de dinheiro ou simplesmente de consideração?

Ouvi de um funcionário do chão de fábrica de uma grande empresa, há alguns dias, o seguinte comentário, que resume bem a situação que estou tentando mostrar: "Eles (a diretoria) querem nos abraçar quando está tudo bem. Mas, agora, nem passam perto da gente, como se fossemos alienados. Nessa hora em que as coisas estão escuras, a empresa está fechando nossos olhos".

É preciso abrir os olhos de muitos gestores para cuidarem muito bem dos seus sinais.



alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Falando sobre nós
Blog da Pontual foi criado para as áreas de comunicação corporativa

Estamos iniciando hoje, dia 5 de dezembro, os posts de nosso blog. Vamos direcionar nossas informações para os profissionais de comunicação corporativa e recursos humanos.

É claro que também vamos colocar outros assuntos de interesse, mas o principal é que o canal estará sempre aberto à sua participação.

Queremos nos tornar uma espécie de ligação entre profissionais da área e para isso contamos com você.

Entre, divulge e fique à vontade!

Obrigado e sucesso.

alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br
Corte de custos é o novo mantra
Esse comentário da jornalista Cristiane Correa, editora executiva da Exame, na minha opinião é totalmente oportuno e reflete a realidade que vivemos. Confira.


Corte de custos é o novo mantra das empresas. Desde que voltei das minhas (curtas) férias quase não ouço mais executivos falando em "crescimento", "expansão", "internacionalização". Parece que voltei no tempo e estou novamente em 2003, quando as empresas brasileiras viviam dias de absoluta pindaíba e incerteza. Pois agora companhias de setores diversos já começaram a anunciar férias coletivas, redução do quadro de funcionários e até cancelamento das tradicionais festas de final de ano. Ok. Reduzir gastos é vital em tempos de crise. O problema é "como" isso é feito. Na hora do aperto, algumas empresas baixam normas do tipo "precisamos cortar 10% dos custos de todos os departamentos" sem levar em consideração a situação de cada área -- é bem possível que alguns departamentos possam ser drasticamente enxugados, mas para outros a redução do budget pode significar a morte no futuro. Ou seja: regras desse tipo acabam se provando um tiro no pé.
Tem gente que perceba essa cilada e tenta se precaver. Esta semana almocei com o presidente da subsidiária brasileira da Procter & Gamble, o egípcio Tarek Farahat, e ele me disse que apesar da crise mundial a companhia não vai deixar de lado, por exemplo, os investimentos em inovação. É verdade que a área de pesquisa e desenvolvimento da P&G não gera receitas recorrentes e imediatas -- mas não dá para negar que ela é uma das grandes responsáveis por garantir a longevidade da companhia.
Na empresa em que você trabalha a caça aos custos já começou? Que tipo de corte está acontecendo?

Os posts da Cristiane estão no endereço portalexame.abril.com.br/blogs/cristianecorrea

alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br
Você está sendo enganado
Esse post do site Carta de RH é bem interessante. Eles pegaram da coluna Vida Executiva, da Gazeta Mercantil. Segue:


Sorria, você está sendo enganado. É o que diz Cordelia Fine em seu instigante, bem-humorado e extensamente pesquisado livro sobre a habilidade de nossos cérebros de distorcer a realidade e nos enganar.

Quando penso no assunto, a primeira coisa que me vem à cabeça é o adesivo que vi em um carro: "Errar é humano. Botar a culpa nos outros é estratégico". Acontece, não? Mais com os outros, certo? Provavelmente seu cérebro já começou a defendê-lo, buscando evidências que comprovem que outros tendem a adotar a estratégia de transferência de culpa e, por outro lado, apagando vestígios de atos falhos seus.

Este é, segundo Cordelia, o cérebro presunçoso em ação, que protege nosso ego, apaga ou faz esmaecer nossos erros e ainda arranja culpados por nossos deslizes. É o mesmo que faz com que alguém mais para homem de lata enferrujado do que para Carlinhos de Jesus julgue que dançar é uma habilidade sem importância, e que fazer trocadilhos é sinal de inteligência. Qualquer semelhança comigo não é coincidência. Ops! Será que meu cérebro presunçoso deu trégua? Não, se a autocrítica for considerada um mérito.

Cair na real, realmente (viu o trocadilho?), não é fácil e para qualquer um. O impressionante é que quando não usamos os filtros cor-de-rosa do cérebro e enxergamos a realidade tal e qual ou próxima do que é, estamos a caminho de uma depressão clínica, com sintomas como prostração, auto-estima baixa, mudanças repentinas de humor, etc. Ou seja, o auto-engano tem papel fundamental para que enfrentemos a realidade sem que ela pareça tão dura a ponto de nos imobilizar.

Enganar-se é preciso, viver não é preciso. O mais divertido com a leitura é identificar em meio aos cérebros prima-dona, fanático, emocional, entre outros, e aos diversos experimentos, experiências próprias, e junto com elas as desculpas esfarrapadas que arranjamos. Não posso terminar sem dar uma chance ao meu cérebro de usar uma desculpa. Assim, se você não gostou da coluna, ou seu cérebro emocional não está num bom dia e te contaminou ou você não entendeu o espírito da coisa. Posso apostar que o seu cérebro vai convencê-lo de que a culpa é toda minha.

alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br