Você está sendo enganado
Esse post do site Carta de RH é bem interessante. Eles pegaram da coluna Vida Executiva, da Gazeta Mercantil. Segue:
Sorria, você está sendo enganado. É o que diz Cordelia Fine em seu instigante, bem-humorado e extensamente pesquisado livro sobre a habilidade de nossos cérebros de distorcer a realidade e nos enganar.
Quando penso no assunto, a primeira coisa que me vem à cabeça é o adesivo que vi em um carro: "Errar é humano. Botar a culpa nos outros é estratégico". Acontece, não? Mais com os outros, certo? Provavelmente seu cérebro já começou a defendê-lo, buscando evidências que comprovem que outros tendem a adotar a estratégia de transferência de culpa e, por outro lado, apagando vestígios de atos falhos seus.
Este é, segundo Cordelia, o cérebro presunçoso em ação, que protege nosso ego, apaga ou faz esmaecer nossos erros e ainda arranja culpados por nossos deslizes. É o mesmo que faz com que alguém mais para homem de lata enferrujado do que para Carlinhos de Jesus julgue que dançar é uma habilidade sem importância, e que fazer trocadilhos é sinal de inteligência. Qualquer semelhança comigo não é coincidência. Ops! Será que meu cérebro presunçoso deu trégua? Não, se a autocrítica for considerada um mérito.
Cair na real, realmente (viu o trocadilho?), não é fácil e para qualquer um. O impressionante é que quando não usamos os filtros cor-de-rosa do cérebro e enxergamos a realidade tal e qual ou próxima do que é, estamos a caminho de uma depressão clínica, com sintomas como prostração, auto-estima baixa, mudanças repentinas de humor, etc. Ou seja, o auto-engano tem papel fundamental para que enfrentemos a realidade sem que ela pareça tão dura a ponto de nos imobilizar.
Enganar-se é preciso, viver não é preciso. O mais divertido com a leitura é identificar em meio aos cérebros prima-dona, fanático, emocional, entre outros, e aos diversos experimentos, experiências próprias, e junto com elas as desculpas esfarrapadas que arranjamos. Não posso terminar sem dar uma chance ao meu cérebro de usar uma desculpa. Assim, se você não gostou da coluna, ou seu cérebro emocional não está num bom dia e te contaminou ou você não entendeu o espírito da coisa. Posso apostar que o seu cérebro vai convencê-lo de que a culpa é toda minha.
alexandre araujo
araujo@agenciapontual.com.br
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
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